Deputado Carlinhos Almeida

Dia-a-dia, novidades e opinião

A agenda do fim de semana

março8

Esse fim de semana foi marcado por intensas e produtivas atividades:

No sábado participei da manifestação do movimento de mulheres no centro de São José dos Campos. Realizamos também mais uma reunião do Conselho do Mandato que contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas de várias cidades da região e do Estado. À noite debati com o secretário de transportes de Campinas a implantação do TAV (Trem de Alta Velocidade) no Galo Branco, bairro do Distrito de Eugenio de Melo em São José dos Campos.

No domingo fui ao Congresso dos trabalhadores Rodoviário do Vale do Paraiba, realizado em Taubaté. Também participei de reunião com moradores da Vila Paiva e Jardim São José, bairros de São José dos Campos.

Eleição 2010: cenário positivo mas não resolvido

março2

Uma análise dos números divulgados pelo Datafolha no último domingo (28/3) levam à conclusão que a companheira Dilma Rousseff assumiu a condição de favorita na disputa presidencial que ocorrerá este ano. Basta ler os números com realismo para chegar a essa conclusão:

- Dilma está crescendo e Serra caindo. Essa tendência tem sido constante. Hoje estão empatados (32% a 28% com margem de erro de 2% para mais e para menos).

- O governo Lula tem altíssimo índice de aprovação (73% de bom e ótimo) e nas últimas eleições brasileiras a regra tem sido a eleição do candidato de situação quando o governo está bem avaliado (isso aconteceu com FHC 2 vezes). Sugiro a leitura de Alberto Carlos de Almeida – “A Cabeça do Eleitor”.

- Apenas 22% dos eleitores afirmam que não votarão no candidato apoiado pelo presidente Lula. 42% votariam e 26% poderiam votar. É um potencial de transferência excepcional.

- Serra, os tucanos e os democratas não estão bem. Divergências entre Serra, Aécio e Alckmin, além dos casos envolvendo a governadora do RS, José Roberto Arruda e Kassab compõem um quadro bem complicado.

- As comparações entre o governo Lula e FHC/Serra são devastadoras para o governador paulista.

Um amigo me disse que com esse quadro (em condições normais) uma candidatura do PT é imbatível. E eu lhe disse: as eleições para presidente no Brasil nunca se realizaram “em condições normais”. Serra tem apoio pesado de parcela majoritária dos grandes e médios veículos de comunicação. A grande maioria dos jornais, por exemplo, oferece farto material de propaganda contra o PT que é reproduzido em outros meios.

Penso que o favoritismo de Dilma é inegável. Entretanto não se pode achar que a fatura está liquidada. A eleição será daqui a 8 meses e podemos esperar o pior dos nossos adversários. Tenho recomendado aos militantes e lideranças com que converso doses cavalares de informação. Isso será fundamental para combater a campanha de mentiras, calúnias e montagens que deve vir por aí. Uma pequena amostra já pode ser encontrada na internet e em iniciativas como a divulgação de ficha policial falsificada sobre Dilma (a grosseira falsificação foi parar na Folha de SP, depois de circular pela internet).

Toda campanha deve ser alegre, animada e aguerrida. Nada de salto alto.

Mercado de trabalho: melhor início desde 2003

fevereiro25

O IBGE identificou que o mercado de trabalho viveu em 2010 o melhor janeiro desde do início da série histórica em 2002.

A taxa de desemprego de 7,2% é a menor já observada no primeiro mês do ano desde 2003. Um fato ainda melhor. Normalmente de dezembro para janeiro há crescimento do índice de desemprego por conta da dispensa dos temporários contratados no final do ano. De 2009 para 2010 tivemos a menor variação dezembro/janeiro (0,4).

O nível de ocupação também foi recorde para o mês de janeiro: 52,4% da população com dez anos ou mais de idade estava empregada em janeiro.

Veja aqui íntegra da matéria da Folha Online sobre a pesquisa.

Agenda do fim de semana

fevereiro22

Nesse fim de semana participei da posse do vereador Wagner Balieiro na presidência do PT de São José dos Campos. Os novos membros do Diretório Municipal e da Executiva também assumiram suas funções. Foi realizada a primeira reunião da direção partidária. A única votação foi para a escolha do vice-presidente. O companheiro Giba foi eleito com 29 votos. Tião da Areia, que teve o apoio do vereador Tonhão Dutra, obteve 6 votos.

Em Jacareí, participei da missa que marcou o 17º aniversário de ordenação sacerdotal do Pe. Afonso (Paróquia São José Operário).

Realizei um encontro com moradores do Jardim São José I e II, bairros da Zona Leste de São José dos Campos. Os moradores presentes levantaram as seguintes questões:

- A maior reclamação da população é o descaso da prefeitura na área do transporte coletivo. São poucos horários, atrasos e superlotação. Além disso até agora não foi implantada a prometida integração do transporte coletivo.

- Necessidade de construção de uma escola estadual de Ensino Médio já que a região vem crescendo e a única escola que atende a comunidade é a Escola Estadual Xenofonte Strabão de Castro localizada no Jardim Santa Inês.

- O atual prefeito de SJC não cumpriu promessa feita na campanha de construção de área de lazer no bairro.

- Problemas no asfalto, pavimentação da ligação do São José I ao Parque Tecnológico, dificuldade na marcação de consultas, limpeza de áreas tomadas pelo mato, problemas no fornecimento de energia, necessidade de maior policamento e correção dos erros cometidas na sinalização das ruas.

Congresso do PT: a força da mudança

fevereiro20

O Brasil está mudando. O apoio popular do governo Lula é o maior indicador desse fato incontestável. Não há área em que isso não fique patente: investimentos sociais, desenvolvimento econômico, transparência na gestão, política econômica etc etc etc.

O Congresso do PT definiu diretrizes do Programa de Governo que defenderemos junto aos partidos que vão compor a aliança que sustentará a candidatura da ministra Dilma Rousseff. É a conclusão de um processo que envolveu milhares de filiados em todo o país.

Luiz Carlos Azenha disponibiliza a íntegra do discurso da ministra no Congresso do PT.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/dilma-rousseff-precandidata-ao-planalto-a-integra-do-discurso/

A folia dos pedágios

fevereiro18

Artigo do prefeito de Osasco, Emídio de Souza sobre os pedágios no Estado de SP.

A folia dos pedágios

EMIDIO DE SOUZA

Há uma crescente insatisfação com o abuso dos pedágios, e não reconhecer esse problema é um erro grave.

NA DESCIDA para o litoral ou a caminho do interior paulista, o motorista tem uma certeza: vai encontrar um, dois ou mais pedágios pela frente. Um samba-enredo que se repete, acabando com a alegria de qualquer folião.

Incapaz de dar conta dos investimentos necessários para a modernização das rodovias, o governo de São Paulo optou, em 1996, pelo programa de concessões. Caberia à iniciativa privada cuidar da melhoria do asfalto, da duplicação de pistas, dos investimentos em sinalização e dos equipamentos de segurança. De fato, nestes quase 14 anos de programa, algumas estradas de São Paulo consolidaram-se como as mais modernas do país.

Pragmático, o paulista parece ter absorvido a conta que lhe foi entregue para pagar. Resistiu de forma tímida no início, mas depois incorporou a ideia segundo a qual é melhor pagar para circular em boa estrada do que esperar por uma melhoria prometida e sempre adiada.

Animados por esse aparente conformismo, as concessionárias erraram na mão com a benção do governo do Estado.

Cruzaram perigosamente a fronteira do bom senso que deve nortear toda prestação de serviço público, a ponto de reintroduzir na pauta de várias cidades a discussão sobre o modelo de concessão de rodovias. Autoproclamados craques em gestão, os tucanos promoveram em São Paulo o milagre da multiplicação das praças de pedágio. Eram 40 em 1997.

São 163 em 2010, com forte viés de alta. Enquanto a inflação cresceu 99% entre 1998 e 2009, as tarifas dos pedágios subiram 174%. Uma viagem de 454 km entre São Paulo e São José do Rio Preto custa R$ 118,40. Entre a capital e Araçatuba, são R$ 116.

Para o cidadão comum que viaja a passeio, uma exorbitância. Para a circulação de riquezas em nosso Estado, mais alguns quilos no pesado custo Brasil. Um caminhão com cinco eixos deixa R$ 290,50 nos dez pedágios do complexo Anhanguera-Bandeirantes, o equivalente a 10,7% da despesa total da viagem.

Dados da Artesp, a agência que regula o setor, publicados nesta Folha (25/12), revelam que as concessionárias faturaram R$ 4,55 bilhões em 2009, um crescimento expressivo de 17,3% sobre o ano anterior, número emblemático sobre a multiplicação geométrica de pedágios.

Além de caro, vimos desmentida a promessa do saudoso governador Mario Covas de que o rodoanel não teria cobrança de tarifa. Pois bem: a inapetência do PSDB para tocar obras e enfrentar problemas resultou num pequeno trecho do rodoanel entregue para o usuário… com pedágio. E com a promessa solene de que os próximos trechos já estarão devidamente munidos das famosas cabines que não param de crescer no Estado.

Quanto à promessa do governador Covas, bem, essa ficou para a história. Os novos trechos nem foram entregues, mas o usuário já sabe que vai pagar entre R$ 4,50 e R$ 6, segundo contrato assinado com data para expirar em 2045. Com uma tarifa dessas, é capaz que o atual grupo político que domina a cena paulista há 14 anos consiga, finalmente, entregar o rodoanel completo.

Na Castelo Branco, construíram uma via paralela para desafogar o crescente e cada vez mais infernal trânsito proveniente de Alphaville. Nasceu em 2001 com um preço alto de R$ 3,50 -na época, o pedágio mais caro do Estado. Agora, anos mais tarde, a concessionária resolveu democratizar: cobra pedágio na via nova e na via antiga.

Em Campinas, cujos limites transbordam para uma imensa e pujante região metropolitana, é impossível entrar ou sair da cidade sem pagar. Deslocamentos curtos, de pessoas que precisam ir para uma cidade vizinha, custam R$ 3,50. Nem se discute aqui a óbvia preferência das concessionárias por rodovias prontas, cujas necessidades de obras e intervenções profundas eram mínimas. Não por acaso, a Bandeirantes foi uma “joia da coroa” rapidamente privatizada.

Enquanto isso, para ficar em apenas um exemplo, a rodovia dos Tamoios, importante eixo que liga o Vale do Paraíba ao porto de São Sebastião, padece com faixas estreitas, péssima sinalização e constantes deslizamentos de encostas.

De nada adianta o governo do Estado trombetear a suposta aprovação do usuário com as rodovias. Há uma crescente insatisfação com o abuso dos pedágios, e não reconhecer esse problema é um erro grave.

Quanto às concessionárias, que hoje agem como se fossem donas das vias, podem estar matando a galinha dos ovos de ouro.

EMIDIO DE SOUZA, 50, advogado e ex-metalúrgico, é prefeito de Osasco (PT-SP) e representante estadual da Frente Nacional de Prefeitos.

Serra e Arruda: vote num careca e ganhe dois

fevereiro11

Antes do escândalo envolvendo o DEM (aliado de sempre do PSDB) cogitava-se a formação de uma chapa Serra – Presidente, Arruda – vice.

Na oportunidade, governador de São Paulo sugeriu o slogan da dupla “vote num careca e ganhe dois”.

Não é brincadeira, veja o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=CRVBdRYgILg

O assunto chegou à grande imprensa:

http://www.youtube.com/watch?v=rWSsLXWk2ZU&NR=1

Se um deles fosse do PT imagine como esse vídeo apareceria nas TVs.

Parque da Mantiqueira: objetivo bom, caminho errado

fevereiro10

Acabei de realizar uma reunião com o Senador Aloizio Mercadante, com o presidente do Instituto Chico Mendes (http://www.icmbio.gov.br/) Rômulo José Fernandes Barreto Mello e seis prefeitos da região do Vale do Paraiba sobre a proposta de criação do Parque Nacional Altos da Mantiqueira.

Participaram os seguintes prefeitos: Otacílio (Piquete), Júnior Felippo (Guaratinguetá), João Ribeiro (Pindamonhangaba), Celso (Queluz), Augusto (Santo Antonio do Pinhal) e Dra. Ana (Campos do Jordão). Jeferson (presidente da ONG Eco-solidário) nos acompanhou.

A reunião foi produtiva. a partir de proposta do Senador Aloizio Mercadante, o ICMBio assumiu o compromisso de rever o cronograma de implantação do parque e abrir um diálogo com a população e os prefeitos.

Mais uma vez ficou evidente que um bom objetivo (preservar a Serra da Mantiqueira) vem sendo buscado por um caminho errado. O ICMBio e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado constituiram uma força tarefa para cuidar do assunto que não levou em conta a realidade local. Na área proposta para o parque existem moradores antigos e atividades produtivas.

O caminho correto para a preservação da Mantiqueira é a construção democrática de uma proposta que envolva além da União e do governo estadual, as prefeituras, proprietários e sociedade civil.

O fim de semana

fevereiro8

Nesse fim de semana tive uma agenda intensa em SJC.

Fim de Semana

Fizemos reunião em três bairros: Jardim da Granja, Cruzeiro do Sul, Sta Inês II e Vila Cristina. Além disso, visitei o Novo Horizonte, Bom Retiro, Motorama, S. Vicente e V. Verde.

Na reunião com os moradores me acompanharam: Ver. Wagner Balieiro, Dr. Itamar Coppio e veeadora Amélia Naomi. Falei um pouco sobre os investimentos que o governo Lula está fazendo no país e que tem forte impacto na nossa região. Ouvimos a população. Uma das maiores queixas é em relação ao serviço de saúde oferecido pela prefeitura de São José dos Campos.

Segunda

Na segunda-feira concedi entrevista ao jornalista Antonio Leite na Planeta Diário FM 90.3 (www.planetadiario.com.br)

Parque Nacional Altos da Mantiqueira

fevereiro5

Participei hoje de seminário organizado pelo Instituto Eco-solidário com objetivo de debater as várias alternativas de unidades de conservação previstas na legislação federal. O foco eram as RPPNs (Reservas Particulares de Proteção Natural).

A discussão foi realizada em função da proposta de criação de um Parque Nacional na Serra da Mantiqueira que envolveria os Estados de SP, MG e RJ. A iniciativa tem sido alvo de críticas de prefeitos, proprietários e lideranças da região.

Na próxima quarta-feira vamos realizar uma reunião em Brasília com prefeitos e o Senador Aloisio Mercadante para tratar do assunto.

Nosso objetivo é melhorar o diálogo nesse processo. Em princípio a idéia do parque pode ser boa mas a construção da proposta precisa envolver mais as lideranças da região e levar em conta questões de grande impacto local como desapropriações.

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