Eleição 2010: cenário positivo mas não resolvido
Uma análise dos números divulgados pelo Datafolha no último domingo (28/3) levam à conclusão que a companheira Dilma Rousseff assumiu a condição de favorita na disputa presidencial que ocorrerá este ano. Basta ler os números com realismo para chegar a essa conclusão:
- Dilma está crescendo e Serra caindo. Essa tendência tem sido constante. Hoje estão empatados (32% a 28% com margem de erro de 2% para mais e para menos).
- O governo Lula tem altíssimo índice de aprovação (73% de bom e ótimo) e nas últimas eleições brasileiras a regra tem sido a eleição do candidato de situação quando o governo está bem avaliado (isso aconteceu com FHC 2 vezes). Sugiro a leitura de Alberto Carlos de Almeida – “A Cabeça do Eleitor”.
- Apenas 22% dos eleitores afirmam que não votarão no candidato apoiado pelo presidente Lula. 42% votariam e 26% poderiam votar. É um potencial de transferência excepcional.
- Serra, os tucanos e os democratas não estão bem. Divergências entre Serra, Aécio e Alckmin, além dos casos envolvendo a governadora do RS, José Roberto Arruda e Kassab compõem um quadro bem complicado.
- As comparações entre o governo Lula e FHC/Serra são devastadoras para o governador paulista.
Um amigo me disse que com esse quadro (em condições normais) uma candidatura do PT é imbatível. E eu lhe disse: as eleições para presidente no Brasil nunca se realizaram “em condições normais”. Serra tem apoio pesado de parcela majoritária dos grandes e médios veículos de comunicação. A grande maioria dos jornais, por exemplo, oferece farto material de propaganda contra o PT que é reproduzido em outros meios.
Penso que o favoritismo de Dilma é inegável. Entretanto não se pode achar que a fatura está liquidada. A eleição será daqui a 8 meses e podemos esperar o pior dos nossos adversários. Tenho recomendado aos militantes e lideranças com que converso doses cavalares de informação. Isso será fundamental para combater a campanha de mentiras, calúnias e montagens que deve vir por aí. Uma pequena amostra já pode ser encontrada na internet e em iniciativas como a divulgação de ficha policial falsificada sobre Dilma (a grosseira falsificação foi parar na Folha de SP, depois de circular pela internet).
Toda campanha deve ser alegre, animada e aguerrida. Nada de salto alto.